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Posts de ‘Tiago Peczenyj’
[Tiago Peczenyj] Testando o wordpress 3.0
Wednesday, July 14th, 2010[Tiago Peczenyj] Como saber se uma musica parou de tocar em html 5
Thursday, April 29th, 2010Anteriormente vimos como descobrir que uma musica parou de tocar em ActionScript 3. Hoje em dia temos uma quantidade interessante de browsers que suportam alguma coisa de html 5 (safari, chrome, firefox…), portanto nada mais justo que analisar também esta solução.
Vejamos como tocar o nosso jazz.mp3
<audio id="mp3" src="jazz.mp3" type="audio/mpeg" controls/>
Apenas esta tag vai gerar um pequeno player com controles customizados pelo browser. E como saber que a musica parou? Basta escutar pelo evento ended
var mp3 = document.getElementById('mp3'); mp3.addEventListener('ended', function(){ alert("fim"); });
Para customizar os controles basta omitir o atributo controls na tag audio e usar os métodos play e pause, por exemplo.
Um bom exemplo pode ser encontrado aqui:
http://ajaxian.com/archives/html5-media-support-video-and-audio-tags-and-scriptability
E documentação sobre html 5 vc encontra aqui:
http://www.w3schools.com/html5/html5_reference.asp
A tag video segue a mesma idéia, mas será assunto para um próximo post.
[Tiago Peczenyj] Como saber que uma musica acabou em actionscript
Saturday, April 24th, 2010Para fazer um tocador de mp3, por exemplo, em actionscript 3, basta vc criar uma instância da classe Sound e invocar os métodos load e play para carregar o arquivo e toca-lo, respectivamente.
Porém como saber que a musica acabou? A classe sound possui um listener para o evento COMPLETE porém isto é para completar o donwload da musica, não o final da mesma. E ai, comofas/
Simples: o método play retorna uma instância SoundChannel que, por sua vez, possui um listener para o evento SOUND_COMPLETE, logo bastaria fazer
var snd:Sound = new Sound(); snd.load(new URLRequest("jazz.mp3")); var channel:SoundChannel = snd.play(); channel.addEventListener(Event.SOUND_COMPLETE, soundCompleteHandler); private function soundCompleteHandler(e:Event):void{ /* insira aqui o que deve fazer quando a musica acabar */ }
[Tiago Peczenyj] Compatibilidade Binária em C
Thursday, November 19th, 2009Programar em C é sempre divertido, principalmente se vc sabe o que faz. Um exemplo disso é como trabalhar com estruturas de dados complexas, ponteiros e casting.
Imaginem as duas estruturas abaixo:
typedef struct { int id; char name[128]; } tpessoa; typedef struct { int id; char name[128]; char rg[128]; } tpessoafisica;
Ok, tenho um tipo tpessoa e um tpessoafisica que representam um tipo básico (pessoa) e um tipo propositalmente extendido, especializado para algum fim (pessoa fisica). Posso ter um tipo para pessoa juridica, por exemplo.
Imagine que eu posso ter diversas operações com o tipo básico e, por acaso, quero utilizar também com o tipo extendido (tpessoafisica). Como fazer? Em algumas linguagens eu posso fazer isso:
tpessoafisica x = {...}; tpessoa y = (tpessoa) x;
Entretanto em C isso gera um erro de conversion to non-scalar type requested. Eu posso converter int para float, float para int, int para long, char para int, etc, mas conversão de estruturas não é bem por ai: até porque não existe uma clara noção do que deveria acontecer, certo?
Para isso temos que clamar pelo conceito de compatibilidade binária: Sendo duas estruturas de dados, A e B, se B especializa A de forma ter todos os mesmos atributos na ordem que foi definida em A (e, opcionalmente, alguma coisa a mais no final), eu posso fazer um cast de um ponteiro do tipo B para um ponteiro do tipo A.
Vejamos, o tpessoafisica tem no começo os mesmos atributos (id e name) que a tpessoa e, por acaso, tem um atributos rg a mais no final. Dessa forma eu posso fazer o cast dos ponteiros na ordem apropriada.
void mostra_pessoa(tpessoa *x){ printf("Pessoa { id = %d, name = %s }\n",x->id,x->name); } int main(){ tpessoafisica x = {100, "pacman", "666"}; // cast vale para ponteiros, por isso uso o operador & mostra_pessoa((tpessoa *) &x); return 0; }
Ou seja, mostra pessoa esta preparado para receber um ponteiro do tipo tpessoa mas, graças a um habil cast de ponteiros aproveitando o principio de compatibilidade binária eu posso passar o endereço de uma estrutura diferente, no caso de tpessoafisica.
Perceba que eu preciso de um cast entre ponteiros, por isso eu preciso apelar para um & na frente da variavel, pegando o endereço de memória associado aquela variavel. Este recurso é util em muitas situações, desde simular interfaces e herança até coisas mais divertidas como fazer perl 5.x rodar perl 6.
[Tiago Peczenyj] Brincando com a libavcodec e libavformat
Wednesday, October 21st, 2009Vou contar uma histórinha. Pesquisando sobre http streamming para iPhone eu cheguei ate esta solução open source que utiliza, entre outras coisas, o ffmpeg. Eis que chego até este interessante trecho:
If you are interested in how the segmenter works you can find out more on how to use libavformat at the following resources: an older libavformat tutorial, some sample libavformat code, How to Write a Video Player in Less Than 1000 Lines, and more sample libavformat code.
Ora… não pensei duas vezes e cliquei no link sobre escrever um video player, curioso que sou. É um tutorial bem proveitoso,
que ja dá frutos na primeira lição. Deixo aqui um pequeno exemplo que analisa arquivos de video e informa dados do codec de cada stream (audio, video e o que mais tiver la dentro).
#include <libavcodec/avcodec.h> #include <libavformat/avformat.h> int main(int argc, char **argv){ int i; char buf[256]; AVFormatContext *pFormatCtx; av_register_all(); while(*(++argv)){ printf("analisando arquivo '%s'\n",*argv); if(av_open_input_file(&pFormatCtx, *argv, NULL, 0, NULL)!=0 || av_find_stream_info(pFormatCtx)<0){ puts("nao foi possivel analisar este arquivo!"); continue; } for(i=0;i<pFormatCtx->nb_streams;i++){ avcodec_string(buf, sizeof(buf), pFormatCtx->streams[i]->codec, 0); printf("\tstream[%d]=%s\n",i,buf); } } return 0; }
Para compilar basta adicionar a libavcodec e a libavformat (apt-get nelas).
gcc -lavformat -lavcodec -Wall a.c
A execução é simples:
$ ./a.out * analisando arquivo 'teste.bin' stream[0]=Video: wmv2, yuv420p, 320x240 stream[1]=Audio: mp3, 48000 Hz, stereo, s16, 128 kb/s
Não apenas voltei a programar em C (que é uma delícia) como produzi um executavel bem enxuto (12 k) e util para determinar os codecs presentes em dado arquivo. Divertido. Vamos ver o que é possivel fazer agora.
[Tiago Peczenyj] Quando o FakeWeb deu um grande susto pt 2: o changelog
Thursday, July 9th, 2009
Como falei anteriormente, o FakeWeb nos deu susto.
Olhando no CHANGELOG na versão que estavamos acostumados a usar o correto era fazer :string => “mensagem que veio no ‘body’” ,entretanto nas versões mais atuais isso foi substituido por :body => ‘tcharam’ … e é este exemplo que esta no site. Como isso quebra o backward compatibility, foi documentado no changelog mas passou despercebido. É claro que a versão mais antiga não vai funcionar que nem a nova.
Se tentassem executar os testes antigos no fakeweb 1.2.4 receberia
esta exception:
Deprecation warning: FakeWeb’s :string option has been renamed to :body.
Just replace :string with :body in your FakeWeb.register_uri calls.
Este é um exemplo onde mudar a forma como utilizamos uma biblioteca ou qualquer software causam todo o tipo de problemas quando não prestamos atenção a todos os detalhes.
[Tiago Peczenyj] Comportamento estranho do FakeWeb versões antigas
Thursday, July 9th, 2009
Ontem fomos surpreendidos por este comportamento estranho do FakeWeb (versões 1.2.2 e 1.2.3), de uma hora para a outra o corpo das requisições vinham como “” (vazio).
irb(main):001:0> require 'rubygems' => true irb(main):002:0> require 'fakeweb' => true irb(main):003:0> FakeWeb.register_uri(:get, 'http://google.com', :body => 'google') => [#<FakeWeb::Responder:0xb78290a8 @uri="http://google.com", @options={:body=>"google"}, @method=:get, @times=1>] irb(main):004:0> HTTParty.get('http://google.com') => nil irb(main):005:0> x = HTTParty.get('http://google.com') => nil irb(main):006:0> x.code => 200 irb(main):007:0> x.body # deveria vir 'google' => "" irb(main):008:0> Net::HTTP.get(URI.parse("http://google.com")) => "" # mesma coisa... :/
Atualizando para versões mais recentes (como a 1.2.4) o problema acaba. Alguem mais passou por isso?
O FakeWeb é uma excelente ferramenta para testes reais onde dependemos da resposta de outros servidores. Ao inves de estabelecer uma comunicação real, que pode trazer outros tipos de problema de dificil detecção, simulamos a resposta para ver se o sistema se comporta de acordo com o esperado.
Sabe quando vc tem que testar se de 1, N, 0 elementos ou 404, essas coisas, e nem sempre vc pode forçar estas situações por ser complicado demais? Nesse ponto o FakeWeb é A ferramenta certa.
[Tiago Peczenyj] Não entendo o motivo pelo qual ainda ensinam pascal
Monday, July 6th, 2009Encontrei este exercicio em um forum de programação e informatica. Um tanto engenhoso, devo admitir, e é otimo para praticar diferentes linguagens de programação, que podem exercitar muitos paradigmas. Infelizmente o professor pediu para fazer em Pascal.
o número 3025 possui a seguinte caracteristica: 30+25=55 e 55*55=3025. Escreva um programa que escreva todas os números com quatro algarismos que possuem a citada características.
Veja que solução elegante temos com ruby:
>> (1000..9999).find_all{|x| (x/100+x%100)**2 == x} => [2025, 3025, 9801]
Entretanto tive a apelar para uma sujeira (alguem percebe?) na versão em haskell:
Prelude> import List Prelude List> findIndices(\x -> ((x `div` 100)+(x `mod` 100))^2 == x && x > 1000)[0..9999] [2025,3025,9801]
Por fim, um simples ‘one liner’ usando gawk
$ seq 1000 9900 | gawk '(int($1/100) + $1%100) == sqrt($1){print}' 2025 3025 9801
É claro que a solução esperada é algo como
#include <math.h> #include <stdio.h> int main(){ int i; for(i=1000;i<=9999;i++){ if(((i/100)+(i%200))==sqrt(i)) printf("%d\n",i); } return 0; }
Até ANSI C é mais elegante – sem flamewars por favor, afinal todos sabem o que são programadores de verdade
[Tiago Peczenyj] Sempre defina a forma de abertura de arquivos
Sunday, July 5th, 2009Linguagens script tornam tudo muito facil. Codificar uma informação para base64, por exemplo, pode ser feito assim:
require 'base64' data = "Now is the time for all good coders\nto learn Ruby" Base64.b64encode(data)
Entretanto se vc quer processar o conteudo de um arquivo, vale um cuidado extra: definir a forma de abertura dos arquivos.
Por exemplo, eu posso fazer isso
require 'base64' data = File.open('imagem.jpg').read Base64.b64encode(data)
Se eu estou desenvolvendo no linux, para mim o resultado é coerente. Eu ficaria feliz (sem sacanagem) se fosse o caso de desenvolver um software que rodasse exclusivamente nesse sistema operacional. As vezes não é bem assim…
Ruby é um bom exemplo de uma linguagem que permite desenvolver software multi-plataforma, entretanto é muito facil atrapalhar o interpretador (afinal, quem nunca teve problema com uma referência a um arquivo “C:\xxx”?). No exemplo real que eu passei, bastaria informar o modo ‘rb’ (r de read, b de binary) para o comando open que eu teria o mesmo comportamento em todas as plataformas.
require 'base64' data = File.open('imagem.jpg','rb').read Base64.b64encode(data)
É claro que este tipo de comportamento pode ser verificado através de uma suite de testes em todas as plataformas-alvo, entretanto vale de alerta para estudarmos um pouco as caracteristicas das apis e bibliotecas nas diferentes plataformas (não adianta, desenvolver software signfica estudar constantemente).
Para terminar, vejamos esta thread:
Summary: open should default to binary mode on windows
Initial Comment:
On windows the open() function defaults to reading
files in text mode. To get a binary mode file I need
to append a “b” to the mode string. I think this is an
unnessary platform inconsistency. Twice now I’ve had
hard to track down bugs because I was reading a file in
text mode and should have been using binary. This is a
wart, IMO.
Ou seja, muita gente, em diferentes linguagens, vai enfrentar o mesmo problema de achar que o open, pode padrão, vai abrir o arquivo em modo binario. A origem disso é antiga e não vai desaparecer de uma hora para outra.
Por fim, vale lembrar que o conceito de ‘nova linha’ é diferente de acordo com o sistema operacional, no unix é \n enquanto no windows é \r\n. Também é antigo e remonta a epoca de impressoras matriciais, DOS e por ai vai. É o tipo da coisa que, pela lei de murphy, vai sacanear a gente quando menos esperamos.
Obrigado ao Rafael por ter visto este detalhe comigo tarde da noite.
[Tiago Peczenyj] Python é orientado à objetos. E bem orientado!
Thursday, May 21st, 2009Quem sabe alguma coisa de Ruby ja se deparou com algumas caracteristicas da linguagens, como a não existencia de tipos primitovos: tudo é objeto, incluindo o numero 1.
Quando eu faço, em Ruby, algo como
i = 1 + 2
estou fazendo, na verdade,
i = 1.+( 2 )
Pois o 1 é um objeto da classe FixNum, que responde ao método + (simbolo de adição).
E no Python, sera que isso funciona? Na verdade a coisa é ligeiramente diferente!
i = 1 + 2
é equivalente à
i = (1).__add__(2)
É claro que vão falar: puxa, eu tenho que colocar os parentesis ao redor do 1 para invocar um método (que não tem o mesmo nome do operador + e sim algo bizarro como __XPTO__). Isso se deve à como o interpretador funciona, que vê o primeiro ‘.’ apos um numero como o delimitador da parte inteira da parte não-inteira.
É possivel, então, fazer a mesma coisa que eu faço com Ruby de duas formas:
i = int(1).__add__(2) # ou i = 1.0.__add__(2)
Percebam o 1.0.metodo tinhoso ali: eu estou invocando um método do objeto 1.0 - da mesma forma que o Ruby ou outras linguagens totalmente OO - apenas a sintaxe difere um pouco.