Posts de ‘Tiago Motta’

[Tiago Motta] Site de Passione estréia nova plataforma de novelas da Rede Globo

Monday, May 17th, 2010

Entrou no ar hoje a tarde o novo site de Passione, a nova novela das oito da Rede Globo. Mas por trás deste site está muito mais que um site. É o ínicio de uma nova experiência de consumo da dramaturgia da Rede Globo na internet.

Para quem não sabe, depois de quatro anos na equipe de videos da globo.com, me engajei logo no inicio deste projeto no time dedicado a ele. Apesar de ser a mesma empresa, é um mundo totalmente novo. Novas tecnologias, novas formas de gestão, novas pessoas. Tudo novo. Foi e está sendo muito bom.

E agora, com a entrega no prazo, e o feedback de dezenas de pessoas no twitter elogiando nosso trabalho, só tenho a agradecer ao meu time que me acolheu tão bem, e a todos as equipes que nos ajudaram, seja nos dando suporte, seja nos dando dicas, seja nos incentivando. Sem vocês o resultado não seria igual. Parabéns a todos nós!

[Tiago Motta] Objetos fake em diversas linguagens para divertir minha vó

Wednesday, March 3rd, 2010

Quase todas as linguagens que trabalhei possuem ferramentas para criar objetos fakes e assim auxiliar na construção de testes. Mas e se essas ferramentas não existissem? Estaríamos perdidos? Claro que não! Mocks e stubs podem ser criados de diversas formas diferentes nas diversas linguagens.

Esse é um ótimo assunto pra se discutir em um jantar de família. Quer coisa mais divertida que explicar pra sua avó como construir objetos fake em diversas linguagens? Por exemplo um simples stub que conta quantas vezes um método que notifica visualização de um filme em um serviço externo é chamado. Algo similar ao que o código abaixo faz. Diversão garantida!

servico.should_receive(:notificar_visualizacao!).with(filme).once

Em Ruby

Em ruby podemos simplesmente criar uma nova classe em tempo de execução ou adicionar um método a um objeto qualquer. É a maneira mais simples de garantir um sorrisão da sua vó tamanha facilidade. No caso do exemplo abaixo resolvi adicionar métodos a um objeto qualquer e ao final executo o teste utilizando o rspec.

servico_fake = Object.newservico_fake.instance_eval do  def notificar_visualizacao!(filme)    @filme_visualizado = filme    @quantidade_visualizacoes = quantidade_visualizacoes + 1  end  def filme_visualizado    @filme_visualizado  end  def quantidade_visualizacoes    @quantidade or 0  endend

filme = Filme.newfilme.servico = servico_fakefilme.visualizar!

servico_fake.filme.should be_equal(filme)servico_fake.quantidade.should == 1

Em Python

Em Python é possivel alterar métodos de instancias em tempo de execução, mas não é possivel adicionar métodos a um objeto da classe object. Neste momento minha vozinha fica decepcionada. Para fazer algo semelhante ao que fizemos em ruby teríamos então que instanciar um objeto da classe original e só depois modificar o método. Ficaria mais ou menos assim:

filme_visualizado = Nonequantidade_visualizacoes = 0

def notificar_visualizacao_fake(filme):  global filme_visualizado, filme_visualizado   filme_visualizado = filme  quantidade_visualizacoes += 1

servico_fake = ServicoExterno()servico_fake.notificar_visualizacao = notificar_visualizacao_fake

Esta opção passa a ser ruim quando o construtor da classe original executa algumas tarefas que são custosas para o nosso teste. Por isso, acho que em python o melhor para o este caso é criar uma classe em tempo de execução, deixando minha vó um pouco mais alegre, conforme exemplo abaixo:

class ServicoFake(object):  def __init__(self):    self.filme_visualizado = None    self.quantidade_visualizacoes = 0  def notificar_visualizacao(self,filme):    self.filme_visualizado = filme    self.quantidade_visualizacoes += 1

servico_fake = ServicoFake()

filme = Filme()filme.servico = servico_fakefilme.visualizar()

assert servico_fake.filme_visualizado is filmeassert servico_fake.quantidade_visualizacoes == 1

Em Java

Uma forma “simples” de fazer em Java é criando uma nova classe para herdar a original e sobrescrever somente o método desejado. Mas aí cairíamos no mesmo problema que discutimos sobre um possível construtor com código muito custoso na superclasse. E minha vó, que apesar de repetir muitas vezes as mesmas histórias, não gosta de ouvir as nossas repetidas.

Uma alternativa que temos é extrair uma interface da classe original para que em nosso teste a gente possa implementar essa interface da maneira que quisermos. Ficaria mais ou menos assim:

//ServicoExterno.javapublic interface ServicoExterno {  void notificarVisualizacao(Filme filme);}

//ServicoExternoHTTP.javapublic class ServicoExternoHTTP implements ServicoExterno {  public ServicoExternoHTTP() {    //Faz um monte de coisas  }  public void notificarVisualizacao(Filme filme) {    //Faz mais coisas ainda  }}

Então em nosso teste a gente cria uma classe implementando a interface recém criada:

public class ServicoExternoFake implements ServicoExterno {  public int quantidade_visualizacoes = 0;  public Filme filme_visualizado = null;

  public void notificarVisualizacao(Filme filme) {    filme_visualizado = null;    quantidade_visualizacoes++;  } }

E depois, mesmo que neste ponto minha vó já esteje dormindo, a gente utiliza a classe fake criada no teste:

ServicoExternoFake servicoFake = new ServicoExternoFake();

Filme filme = new Filme();filme.setServico(servicoFake);filme.visualizar();

assertSame(filme,servicoFake.filme_visualizado);assertEquals(1,servicoFake.quantidade_visualizacoes);

Parece que minha avó não gostou da história. Ela começou tão dinâmica e foi ficando cadas vez mais devagar. Sem dúvida eu deveria ter contato ao contrário.

[Tiago Motta] Upload de arquivo com selenium server no firefox

Tuesday, February 9th, 2010

Para fazer upload de arquivo com selenium é preciso alterar seu selenium-server.jar liberando permissão para que seja possível manipular campos do tipo file por javascript. Para fazer isso, extraia o selenium-server.jar:

jar -xvf selenium-server.jar

Crie um arquivo chamado user.js no diretório customProfileDirCUSTFF contendo um código semelhante com o exibido abaixo:

user_pref("signed.applets.codebase_principal_support", true);

user_pref("capability.principal.codebase.p0.granted", "UniversalFileRead");user_pref("capability.principal.codebase.p0.id", "http://localhost");user_pref("capability.principal.codebase.p0.subjectName", "");

Repare que a liberação de acesso é feita por host. No caso do exemplo estou liberando apenas para o ambiente local. Se desejar liberar outros hosts baixa adicionar outros conforme o exemplo abaixo:

user_pref("signed.applets.codebase_principal_support", true);

user_pref("capability.principal.codebase.p0.granted", "UniversalFileRead");user_pref("capability.principal.codebase.p0.id", "http://localhost");user_pref("capability.principal.codebase.p0.subjectName", "");

user_pref("capability.principal.codebase.p1.granted", "UniversalFileRead");user_pref("capability.principal.codebase.p1.id", "http://globo.com");user_pref("capability.principal.codebase.p1.subjectName", "");

Feito isso, basta gerar novamente o jar e executá-lo.

jar cvfm selenium-server.jar ./META-INF/MANIFEST.MF -C ./ .java -jar selenium-server.jar

Já será possivel preencher o path de qualquer arquivo no campo como se ele fosse apenas um campo de textos. Isso no Firefox é claro.

[Tiago Motta] Diferenças entre ruby e python: Que perigo

Friday, January 15th, 2010

Em ruby:

def a(z=[])  z.push 'a'enda   # retorna  ["a"]a   # retorna  ["a"]a   # retorna  ["a"]a   # retorna  ["a"]

Em python:

def a(z=[]):  z.append('a')  return za()   # retorna ['a']a()   # retorna ['a','a']a()   # retorna ['a','a','a']a()   # retorna ['a','a','a','a']

[Tiago Motta] Utilizando asserts para testar layouts

Wednesday, November 25th, 2009

Um dos problemas encontrados em nossos testes de aceitação é a impossibilidade de validar a aparência exata do resultado final de uma determinada ação do usuário. Conseguimos validar com o watir se determinada div possui um texto, se determinado link está presente, mas nada impede que eles estejam escondidos, por trás de outro div, ou com letras da mesma cor do fundo. É sempre útil, mas não necessáriamente exato, sendo sempre um ponto de falha. Ainda mais em um sistema como o que estamos trabalhando em que o visual para o usuário tem uma grande importância.

Eu e o quixadá, mestre do javascript e meu par de hoje, trabalhamos em uma correção de bug visual, e como costumamos trabalhar com desenvolvimento outside-in, chegamos ao dilema de como criar um teste para garantir que a falha existia. A solução encontrada foi inserir asserts dentro do código javascript, tal qual a funcionalidade de asserts do java. O código da função assert ficou parecido com o mostrado abaixo:

function assert(mensagem,valorDesejado,valorRecebido) { if( valorDesejado != valorRecebido ) {   var html = '<div class="warning">' + mensagem + '</div>';   $('body').append(html);   throw mensagem; }}

Em nosso caso, tinhamos que ter a certeza de que após um clique do usuário a barra de rolagem do elemento mantinha-se da mesma forma que anteriormente. Então o código ficou parecido com o mostrado abaixo:

$.get( url, function ( responseHtml ) { var scrollAnterior = $('#opcoes').scrollTop(); substituiOpcoes( responseHtml ); assert( 'Deveria manter scroll igual', scrollAnterior, $('#opcoes').scrollTop() );});

No teste de aceitação verificamos então que o texto ‘Deveria manter scroll igual’ não deveria aparecer. O código do step do cucumber utilizando o watir pode ser visto abaixo:

Then /^a barra de rolagem deveria permanecer na mesma posição$/ do @browser.text.should_not include('Deveria manter scroll igual')end

Com o teste pronto e falhando, aí sim corrigimos a função javascript substituiOpcoes(html) de forma a manter o scroll anterior.

Não é uma solução perfeita. Estamos pesquisando uma melhor, como pode ser vista no post Testes de aceitação automáticos para Flash com T-Plan Robot do Anselmo. Mas enquanto isso podemos evitar alguns pontos de falha visuais que costumávamos ter que testar manualmente. Dado que nosso sistema possui 100% de cobertura de testes unitários, somados a 152 cenários de teste de aceitação que abragem 1568 passos, acho que estamos indo por um bom caminho.

[Tiago Motta] API rest para OpenSocial do Orkut com ruby

Friday, October 30th, 2009

A documentação da API rest do OpenSocial do Orkut detalha muito bem as opções e formatos de retorno disponíveis porém é um tanto vaga sobre como fazer a autenticação necessária para usá-la. Basicamente lá é explicado os parâmetros a serem enviados e que o protocolo é o OAuth. Então detalho aqui como obter por exemplo os dados de um usuário apartir desta API.

Em primeiro lugar é preciso obter a consumer key e consumer secret de sua aplicação. Isso é feito gerando um token aqui: https://www.google.com/gadgets/directory/verify. Você deve colocar esse token dentro da tag content do xml descritor de sua aplicação e depois fazer a validação provando que é dono da aplicação. Com isso o Google irá lhe informar seu consumer key e consumer secret. Guarde eles com carinho.

Depois, com a gem oauth instalada você deverá executar um código semelhante ao exibido abaixo, com a premissa de que as variaveis consumer_key e consumer_secret estão preenchidas com os correspondentes à sua aplicação. E que a variável id é o id do usuário do Orkut que você está querendo conhecer melhor.

  consumer = OAuth::Consumer.new(     consumer_key,     consumer_secret,     :site => 'http://www.orkut.com',    :scheme => :query_string,    :http_method => :get   )

  request = consumer.create_signed_request(:get,     "/social/rest/people/#{id}/@self?xoauth_requestor_id=#{id}")    res = Net::HTTP.start('www.orkut.com', 80) do    |h| h.request(request)   end

  puts res.body

[Tiago Motta] TralhaController notificando obervadores por pattern

Saturday, August 1st, 2009

TralhaController é uma biblioteca javascript que permite que aplicações web que utilizam requisições assíncronas ofereçam URLs para cada contexto de navegação do usuário. Para saber mais sobre ela basta ler o artigo Mantendo contexto usando ajax que o Bruno Carvalho escreveu recentemente.

Porém uma coisa me incomodava no uso dessa classe. Para cada observador registrado eu precisava dentro do método update verificar se ele precisava agir de acordo com a URL. Isso acaba por tornar o código mais confuso pois obrigava-nos a misturar validações e lógica de negócio. Veja um exemplo abaixo:

var observadorBusca = { update:function(url) {  if( url.indexOf("#busca=")!=-1 ) {    //Executa a busca  }} };var observadorLink = { update:function(url) {  if( url.indexOf("#link=")!=-1 ) {    //Executa o link clicado  }} };TralhaController.addObserver(observadorBusca);TralhaController.addObserver(observadorLink);

Para tentar melhorar isso, pus a mão na massa e alterei o TralhaController permitindo registrar observadores que só fossem notificados diante de URLs que tivessem o padrão desejado. Utilizando então a última versão da biblioteca o código acima poderia então ser alterado para ficar da seguinte forma:

var observadorBusca = { update:function(url) { /* Executa a busca */ } };var observadorLink = { update:function(url) { /* Executa o link clicado */ } };

TralhaController.addObserver("\\#busca\=.*", observadorBusca);TralhaController.addObserver("\\#link\=.*", observadorLink);

Bem mais simples certo? É claro que há aqueles que não são muito fãs de expressões regulares e vão achar a primeira forma melhor. Para esses não há problema pois a forma antiga continua funcionando. Observadores registrados sem padrões continuam sendo notificados a toda e qualquer modificação de URL.

[Tiago Motta] Roda: Eu também já recriei

Friday, July 31st, 2009

Uma das discussões mais quentes do momento, e também uma das mais antigas, é sobre a mania que nós desenvolvedores temos de reinventar a roda. Eu mesmo já reinventei diversas vezes e hoje olho para trás e vejo quanto tempo poderia ter poupado ao usar alguma ferramenta já pronta, ou apenas ter adaptado uma que não se encaixava perfeitamente aos meus requisitos.

Há claro excessões, em que seu requisito é tão mínimo que reimplementar uma solução é mais rápido do que aprender uma já existente no mercado. Como foi o caso de um sistema que estávamos desenvolvendo em PHP e precisávamos de um framework apenas para separar a lógica da renderização de templates por tema. Validamos rapidamente diversos frameworks MVC e percebemos que era mais fácil criar em meia hora a seguinte classe:

class Renderizador {    function Renderizador($tema=null) {     $this->_dir = dirname(__FILE__) . "/templates/" . $this->tema;    }    public function put($nome,$obj) {     $this->$nome = $obj;    }    public function show($template) {     include(  $this->_dir . "/" . $template . ".php");    }}

A utilização dela era mais simples ainda. No exemplo abaixo as variáveis inseridas no renderizador ficam disponiveis para o template listagem.php através de $this, que nada mais é do que um arquivo php comum.

$renderizador = new Renderizador('cinza');$renderizador->put('lista',[1,2,3,4]);$renderizador->show('listagem');

Simples, sem precisar aprender nenhum framework ou linguagem de marcação nova. Em duas horas o time já estava trabalhando com a lógica separada da apresentação. Contudo essa é a exceção.

Em geral já recriei diversas rodas desnecessariamente desperdiçando muito tempo. Framework de mapeamento objeto relacional, CMS, blog e até mesmo o TimerTask do Java são alguns dos exemplos. Esse último me rendeu uma longa discussão com o Phillip Calçado na época em que ele trabalhava aqui. Felizmente ele foi persistente em me fazer desistir daquela implementação.

De qualquer forma, o importante é a lição aprendida. Hoje tento usar ao máximo ferramentas já disponíveis, e quando alguma não me atende perfeitamente, ao invés de começá-la do zero eu a altero e contribuo, como foi o caso de uma recente alteração que precisei fazer no fakeweb.

Outros membros da equipe também já vem de longe com esta mesma filosofia e estão constantemente contribuindo como Guilherme Cirne ao contribuir com o WillPaginate, o Anselmo também contribuindo com o Fakeweb e o Bruno Carvalho contribuindo com o TralhaController e o ExceptionNotifier.

O importante é aproveitar aquilo que a comunidade já lhe oferece pronto e testado. Economiza tempo seu, e do próximo desenvolvedor, que dará manutenção a algo que é padrão, com muita discussão em fóruns e muitas soluções documentadas.

[Tiago Motta] Dica rápida de charset para projetos rails com mysql

Saturday, July 18th, 2009

Se você está trabalhando em um projeto ruby on rails com banco mysql, e o charset definido tanto no servidor como no database.xml é UTF-8, tome o cuidado para que inserções no banco por conta de terceiros também seja feito neste charset.

Um simples insert feito na mão utilizando o cliente padrão do mysql pode te atrapalhar bastante. E o erro ficará bem difícil de encontrar pois este mesmo client exibirá o texto corretamente e só o rails entregará o dado incorreto, fazendo você acreditar que o problema está no ruby.

Para evitar isso, sempre que fizer inserts na mão e de massa de dados execute como primeira linha o seguinte comando:

charset utf8;

[Tiago Motta] Globo Vídeos: Quem viu este vídeo também assistiu

Thursday, July 9th, 2009

É com muito orgulho que anuncio que acaba de sair para degustação uma nova funcionalidade do Globo Vídeos. Foi uma alteração que durou apenas um dia de desenvolvimento envolvendo o time inteiro e que ficará no ar por um tempo ainda em versão de teste. Trata-se de uma forma de ofertar vídeos baseada nas preferências de nossos usuários. Chamamos a funcionalidade de “Quem viu este vídeo também assistiu”.

Como ainda está em versão “beta”, para visualizar a alteração é preciso ter o addon Grease Monkey instalado no seu Firefox, e instalar o script que habilita a funcionalidade beta. Depois basta acessar o Globo Vídeos para poder aproveitar a nova facilidade disponível. E se possível, nos dê feedback dizendo o que achou e se encontrou algum problema na utilização. A opinião de vocês é muito importante para que a gente possa melhorar.