[Danilo Bardusco] SCRUM: Na prática o que importa são os valores.

No dia 30/11/2009 aconteceu em Recife, mais um evento do Spin, com organização da Teresa Maciel, para falar de desenvolvimento ágil de software. O tema desse ano foi “Agilidade na Prática”.

Apesar de eu ter sido convidado para apresentar o case da Globo.com mais uma vez, quando vi o tema do evento, resolvi falar de algo que me preocupa muito ultimamente: A adoção do SCRUM pelo mainstream sem muita preocupação com os princípios e valores que estão por traz das práticas muito simples de serem explicadas e compreendidas.

O SCRUM pode ser facilmente explicado para um leigo no assunto com menos de 2 minutos e 2 ou 3 diagramas. Porém implementar o SCRUM e ter o time no que Jeff Sutherland chama de “Estado de Hiperprodutividade” é uma tarefa muito complexa.

Numa escala de complexidade que vai do simplório, passando pelo complexo, para chegar ao simples, eu classifico o SCRUM como um framework “simples”.
Além de toda a teoria da produção puxada, teoria das restrições, lean, PDCA, teoria dos sistemas adaptativos complexos e do paper de Nonaka e Takeuchi, por trás dessa simplicidade do modelo, o SCRUM engloba 38 patterns organizacionais de 60 que foram constatados pela equipe de Pesquisas da Bell Labs nos EUA, durante a ultima década do ultimo século, em projetos de dúzias de empresas ao redor do mundo que tiveram sucesso fora do comum.

Quer saber mais? assista ao vídeo da minha apresentação e veja os slides abaixo.

Aqui vc encontra um pouco da história de como esses patterns foram estudados através de 120 retrospectivas e aqui vc pode ver os 38 patterns, sem os quais provavelmente, o SCRUM não tem chance de funcionar.

Agradecimento especial para a Teresa Maciel, pelo convite e pela organização do evento e a Ana Rouiller e companhia pela receptividade e hospitalidade de sempre.